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Uma pequena biografia
Desde muito novo, pensei que seria cientista. Eu possuia uma paixão por entender como o mundo e as pessoas funcionam. Eu cheguei ao curso de psicologia com o propósito de saciar essa minha fome por conhecimento.
Porém, durante a graduação, fui acometido por vários problemas emocionais, e fique à beira de um colapso. Eu já estava no curso de psicologia, mas por algum motivo, era resistente a procurar ajuda profissional. Eu tinha minhas dúvidas quanto à eficácia da psicoterapia.
Mesmo assim, agendei uma sessão e me engajei no processo. Não estava bem e nada do que tinha tentando antes havia funcionado. Não faz mal tentar outra coisa, pensei. Dito e feito! Eu melhorei. Não só isso, mas eu aprendi muito sobre mim e sobre como eu funcionava.
Ao fim desse processo, surgiu-me a vontade de ser também um psicoterapeuta. Eu queria ajudar outras pessoas a se sentirem melhores. Especialmente os céticos e descrentes com a psicoterapia.
Sendo assim, hoje me defino como um psicoterapeuta que também é cientista.
Minha trajetória acadêmica
Sou formado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP-Bauru) e mestre em Neurociências e Comportamento pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP).
Minha pesquisa científica é a junção de dois assuntos que me são muito caros: videogames e comportamento humano. Eu tenho procurado entender como jogadores tomam decisões; especialmente aqueles que têm problemas em controlar a interação com os jogos – jogadores que apresentam os sintomas do chamado Transtorno do Jogo.

Essa jornada já me levou a muitos lugares: laboratórios, congressos nacionais e internacionais, veiculos de imprensa e também me levou à Universidade de São Paulo, onde concluí meu mestrado, com uma pesquisa que envolveu desenvolver meu próprio jogo eletrônicos para avaliar tomada de decisão. Uma jornada tão desafiadora quanto gratificante; pois me ofereceu preciosíssimos aprendizados.
Aprendi como funciona o comportamento humano, enquanto estudava Análise do Comportamento; aprendi metodologia científica e estatística, conhecimentos que utilizo todo santo dia; me aprofundei em neurociências, que é um assunto infinito; melhorei minhas habilidades de programação, e adquiri novas dores de cabeça com isso. Porém, o principal aprendizado colhido foi a capacidade de entender como analisar, compreender e ser crítico ao conhecimento. Porque é a habilidade que mais utilizo no meu cotidiano, e ainda mais na clinica, como psicoterapeuta.
Minha trejatória como psicologo clínico
Sigo a abordagem chamada Análise do Comportamento.
Psicólogos, em geral, se organizam em escolas (ou abordagens), que são sistemas filosóficos que servem de base para o profissional entender e abordar seu objeto de estudo: o comportamento humano.
A Análise do Comportamento foi formalizada pelo psicólogo B. F. Skinner, na década de 1950. Psicólogos que seguem essa linha entendem que a psicologia é também uma ciência natural, e que o comportamento pode ser estudado como um fenômeno da natureza, com suas regras de funcionamento e inclusive algumas leis.
Para um analista do comportamento, a explicação para a pergunta “por que agimos da maneira que agimos?” não está dentro de nós, está principalmente na interação com o ambiente que habitamos.
Assim, a analise do comportamento procura respostas na interação e não na introspecção. Isso não quer dizer que emoções, pensamentos e estados internos sejam ignorados pelo analista do comportamento, porém eles não são considerados causas, mas, sim, processos que surgem também da interação.

Minha trajetória como psicólogo clinico já me colocou em contato com pessoas com os mais diversos quadros: ansiedade, depressão, transtornos de controle de impulsos, dificuldades de aprendizagem, fobias, problemas de relacionamento, procrastinação, autocobrança excessiva etc.
Minhas experiência com Transtorno do Jogo tem me servido como respaldo para ajudar pessoas com dificuldade para controlar a interação com jogos, e também aquelas com problemas envolvendo apostas (as famosas BETs).
Meu trabalho tem sido propiciar um ambiente seguro, sigiloso e tranquilo no qual meus pacientes se sintam acolhidos. Eu me tornei psicologo porque queria ajudar outras pessoas, da mesma maneira que fui ajudado quando precisei da terapia. E me sinto feliz por ter conseguido criar e nutrir esse espaço.
Videogames e pesquisa científica
Eu estudo videogames e comportamento humano desde a graduação. Assim que tive a oportunidade, procurei uma vaga de Iniciação Cientifica no LACEN da UNESP-Bauru. Fui orientado pelo grande Prof. Dr. Fábio Leyser Gonçalves, que me ensinou tudo o que sei sobre pesquisa científica e mais um pouco. O LACEN foi e continua sendo minha segunda casa.
Tive a oportunidade de falar sobre esse tema em alguns canais de mídia e sempre que me convidam, tento comparecer, pois há muitos mitos que se espalham pela Internet afora e acho importante falar sobre esse assunto com cuidado, pois os jogos são umas das principais formas de entretenimento e não precisam ser estigmatizados. Diferente das Bets, para as quais eu defendo um controle rigoroso.
Minha experiência com o tema faz com que pacientes com problemas desse tipo me procurem com frequência; inclusive pais preocupados com o comportamento dos filhos. Ou filhos preocupados com os pais que despendem as economias familiares em apostas. Meu consultório está sempre com as portas abertas para receber esse público.
Um convite
Se o que você leu aqui fez sentido pra você — se identifica com a ideia de entender o que está mantendo um problema vivo, em vez de só aliviar o sintoma — fico feliz em conversar com você.
Você pode me chamar no WhatsApp ou e-mail (ali em cima) pra tirar dúvidas ou agendar uma primeira sessão. Não existe problema pequeno demais nem “situação errada” para procurar terapia — só existe o momento certo pra você, e ele pode ser agora.
